Os Estados Unidos ocupam o 30º lugar no mundo quando se trata de mortalidade infantil, atrás da maioria dos países europeus e do Canadá, da Austrália, da Nova Zelândia, de Hong Kong, de Cingapura, do Japão e de Israel, afirma um relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (www.cdc.gov/nchs/data/databriefs/db23.htm). Cingapura teve o menor índice de mortalidade infantil, com 2,1 mortes/1.000 nascidos vivos, conforme mostram os dados de 2004 e 2005.
Os Estados Unidos pioraram nos últimos 50 anos. O relatório afirma que “a classificação internacional do país em mortalidade infantil caiu da 12º em 1960 para 23º em 1990, 29º em 2004 e 30º em 2005”. Em 2005, 22 países apresentaram índices de mortalidade infantil de 5,0 mortes/1.000 nascidos vivos ou menos. Os menores índices de mortalidade infantil (3,0 ou menos) foram encontrados em países selecionados da Escandinávia (Suécia e Finlândia) e da Ásia Oriental (Japão, Hong Kong e Cingapura). O índice nos Estados Unidos foi de 6,86 em 2005.
Grande parte do alto índice de mortalidade infantil americana deve-se à alta porcentagem de prematuridade em comparação a outros países. Nos Estados Unidos, 12,4% dos partos foram prematuros em comparação a 5,5% na Irlanda, 6,3% na França e 7,5% na Inglaterra e no País de Gales. O relatório observa dois componentes dos índices de mortalidade infantil: o índice para bebês em uma idade gestacional específica e a distribuição de nascimentos por idade gestacional. Nos Estados Unidos e nos países europeus, a mortalidade foi mais alta entre bebês nascidos nos estágios mais precoces da gestação. Bebês nascidos mais tarde sobreviveram melhor.
Apesar de seu maior número geral de nascimentos prematuros, os Estados Unidos tiveram uma comparação favorável aos países europeus em relação ao índice de mortalidade entre bebês prematuros. Porém, apresentou o maior índice de mortalidade entre bebês nascidos com 37 semanas ou mais.
Se os bebês americanos nascessem na idade gestacional observada entre os bebês suecos, sua mortalidade infantil teria sido um terço menor, afirma o relatório. Assim, a redução da porcentagem de nascimentos prematuros nos Estados Unidos “poderia ter um efeito drástico sobre a mortalidade infantil,” conclui o relatório.
No início deste ano, a organização beneficente americana March of Dimes afirmou em um artigo sobre morte de prematuros (www.marchofdimes.com/files/66423_MOD-Complete.pdf): “Sempre que dados sobre tendências estão disponíveis, os índices de nascimento prematuro estão aumentando. Por exemplo, o índice de nascimentos prematuros nos Estados Unidos cresceu 36% nos últimos 25 anos.”
Nos Estados Unidos, bebês negros não hispânicos têm uma probabilidade 1,5 vez maior de nascer prematuramente do que os bebês brancos. Esse dado é responsável por uma grande proporção da lacuna na mortalidade infantil entre as populações branca e negra do país, afirmou a organização beneficente, que fez um chamado por uma melhor atenção pré-natal.