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17/12/2009

Gestantes devem ser tranquilizadas quanto à vacina contra a gripe A H1N1

Por:
Jacqui Wise



O Departamento de Saúde da Inglaterra pediu aos clínicos gerais que tranquilizem as gestantes que estão preocupadas em ser vacinadas contra a gripe A H1N1. Em uma carta aos clínicos gerais e enfermeiros dos serviços ambulatoriais, David Salisbury, diretor de imunização, diz que é fundamental que os clínicos gerais estejam seguros para oferecer a tranquilidade apropriada às gestantes, aos seus familiares e amigos. “Algumas histórias recentes da mídia causaram ansiedade em algumas gestantes”, reconheceu.

Salisbury declara que há boas e crescentes evidências de que esse grupo corre um risco maior de sofrer as graves consequências da gripe A H1N1: “Essas evidências sugerem que as gestantes têm maior probabilidade de desenvolver complicações graves da gripe A H1N1, e a OMS declarou que 7-10% de todos os pacientes hospitalizados por causa da gripe pandêmica são gestantes no segundo ou terceiro trimestre”, enfatizou.

O departamento desenvolveu um folheto com perguntas e respostas para apoiar os clínicos gerais em suas consultas com gestantes que possam estar ansiosas em relação à nova vacina. O Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização orienta que a Pandemrix deve ser administrada a elas, já que confere níveis adequados de anticorpos após uma única dose, em lugar da Celvapan, que precisa de duas doses. As duas vacinas estão licenciadas para utilização em qualquer estágio da gestação.

O departamento de saúde, juntamente com o Royal College of Obstetrics and Gynaecology, também publicou novas diretrizes sobre o manejo da gripe pandêmica A H1N1 na gravidez. Essas diretrizes relacionam os sinais de alerta que os clínicos devem procurar, incluindo falta de ar precoce e frequência cardíaca alta.

Os números para a semana até 5 de novembro demonstravam apenas um pequeno aumento na incidência de doença influenza-símile. As estimativas demonstravam que o número de casos novos havia crescido de 6.000 para 84.000. Havia ocorrido uma pequena queda no número de consultas diárias com clínicos gerais e uma pequena diminuição no uso do serviço telefônico nacional de auxílio ao combate à gripe pandêmica. Liam Donaldson, ministro da Saúde da Inglaterra, afirmou que não queria valorizar demais os dados e que a diminuição dos casos novos poderia ser devido a um “efeito de médio prazo”.

Entretanto, esses dados demonstram que o número de pacientes hospitalizados na Inglaterra e o número em cuidados intensivos continuam a aumentar. Donaldson disse: “Observamos uma bola de neve de casos em tratamento intensivo nas últimas semanas, e isso está nos preocupando”. No comunicado semanal à imprensa sobre a gripe A H1N1, destacou: “Não estamos vendo pressão nos serviços de clínica geral no momento, mas sim uma pressão nos serviços hospitalares”.

O número de mortes pela gripe pandêmica havia aumentado para 105 na Inglaterra, 8 no País de Gales, 31 na Escócia e 10 na Irlanda do Norte, totalizando 154 para o Reino Unido.




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