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17/12/2009

Muitos pacientes internados não são devidamente atendidos por médicos experientes

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O cuidado de metade das pessoas que morrem nos primeiros quatro dias de internação nos hospitais da Inglaterra, do País de Gales e da Irlanda do Norte não tem envolvimento suficiente de médicos experientes, o que resulta em atrasos na prestação do cuidado apropriado, afirma um levantamento recente. O relatório do National Confidential Enquiry into Patient Outcome and Death (NCEPOD) revisou o cuidado e o tratamento de 3.153 pessoas que morreram nos primeiros quatro dias de internação.

Revisores que avaliaram os registros dos pacientes, juntamente com mais informações fornecidas pela equipe hospitalar, concluíram que os médicos mais experientes não se envolveram no diagnóstico em pouco mais da metade (53%) dos casos. E houve uma demora clinicamente importante na primeira revisão por um médico experiente em 25% dos casos, cujo envolvimento foi menos provável no início e no meio da noite.

A falta de envolvimento e avaliação por médicos mais experientes foi considerada um importante contribuidor para a conclusão do inquérito de que o cuidado geral do paciente foi “menos do que bom” em 39% dos casos (o bom cuidado foi definido como “o padrão que aceitaria de si próprio, seus residentes e sua instituição”).

“A equipe de novatos pode não ter necessariamente a experiência para reconhecer quando um paciente está desenvolvendo um problema potencialmente grave, e a falta da opinião de médicos mais experientes pode resultar na demora em dar ao paciente o cuidado oportuno e apropriado”, afirmou Ian Martin, coordenador clínico para cirurgia junto ao NCEPOD e um dos autores do estudo.

O relatório Caring to the End? está disponível em www.ncepod.org.uk.




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